Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma pandemia. A partir de então, milhões de pessoas no mundo todo apresentaram sintomas mais leves, sem a necessidade de procurar atendimento médico. Higienizar as mãos, usar máscara, fazer isolamento social e monitorar os sintomas são as principais ações que todos nós aprendemos a adotar. O atendimento médico imediato é indicado apenas quando o doente está com dificuldade de respirar ou sentindo dor/pressão no peito. Entre pessoas assintomáticas e sintomáticas, segundo a OMS, foram confirmados no mundo 5.304.772 casos de COVID-19 e 342.029 mortes até 25 de maio de 2020.

Durante a quarentena, enquanto cada família encontra-se isolada em sua casa, algumas cidades veem suas ruas serem tomadas por visitantes pouco comuns. Javalis, cavalos, veados, macacos e diversas outras espécies de animais foram flagrados circulando por cidades desertas no Japão, na Tailândia e na Itália (Caio Sandin, Tecnologia e Ciência do R7 ).

Aqui, em BH, nos deparamos com tucanos mais próximos das casas e edifícios. Essa observação leva em conta a redução da poluição e da movimentação de pessoas nas ruas além de um maior tempo de ócio, que aumenta a nossa percepção em relação aos visitantes inesperados.

Sabemos que as cidades já se tornaram lar para diversos animais silvestres, devido à grande expansão urbana. Geralmente eles costumam sair somente à noite em busca de comida por ser um período menos movimentado, mas como alguns centros urbanos têm permanecido mais tranquilos e atrativos também durante o dia, eles sentiram-se à vontade para explorar o ambiente.

Se a bicharada está por aí, nós, os seres humanos, estamos “presos” em casa e tivemos que nos reinventar por meio de novas formas de relação a distância. Com a diminuição da frota de veículos e aviões e a redução das atividades industriais, vários sistemas ambientais foram favorecidos. A atmosfera foi beneficiada durante todo esse tempo e a qualidade do ar melhorou.

A poluição atmosférica teve uma redução considerável no nível de poluentes intensificadores do efeito estufa, como o CO2 (Bruno Carbinatto – SUPERinteressante) e isso beneficia a natureza e também as pessoas, especialmente aquelas com problemas respiratórios.  O ar está mais limpo e até a água dos rios pode melhorar, uma lição necessária para uma sociedade imediatista e egocêntrica. Mas por quanto tempo?

Uma das principais causas da degradação da natureza é o consumo exacerbado. A redução desse consumo, imposta por um problema de saúde pública, é bem diferente da súbita revolução de consciência ambiental. Será que a realidade pós-pandemia continuará a gerar impactos negativos ao ambiente e à saúde dos seres vivos?

Sempre que o mundo é acometido por uma crise econômica, há um grande apelo para que a economia seja rapidamente reestabelecida, o que gera várias concessões para fragilizar as políticas de meio ambiente. Diante desse cenário, a sociedade deve se mobilizar, exigindo dos poderes constituídos respostas mitigadoras dos impactos ambientais.

O ser humano tem sido o maior problema do planeta Terra. Quando isso tudo passar, porque vai passar, ele será capaz de exercer a resiliência a ponto de alterar seu status para algo mais humano? Voltar para a “normalidade” não será possível em vários aspectos e, nesse sentido, é importante disseminar os vírus do autoconhecimento, da sustentabilidade e da consciência ambiental, tendo como principal objetivo o cuidado com o NOSSO planeta e com todos os recursos naturais que nele existe. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo-se como parte de uma biodiversidade, com autocrítica e capacidade para lidar com ela faz toda a diferença para se sentir inserido e integrante do Planeta Terra.

O dia 5 de junho é a principal data da ONU (Organização das Nações Unidas) para promover a conscientização e a ação em nível global em prol do meio ambiente, cujo tema de 2020 é a biodiversidade. Nós, seres humanos, fazemos parte dessa diversidade biológica, que contempla todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.

Sendo assim, como podemos ajudar o meio ambiente?

  1. Evitando o consumo exagerado, você economiza e reduz a produção de resíduos / lixo.
  2. Economizando água, você reduz o uso da água potável.
  3. Dê preferência a formas de energia renovável, como a energia solar, por exemplo.
  4. Separando o lixo, você favorece e incentiva a reciclagem.
  5. Dê preferência aos produtos biodegradáveis, ou seja, aqueles que podem ser decompostos por microrganismos.
  6. Procure agir pessoal e coletivamente com respeito, responsabilidade, flexibilidade e determinação, recorrendo aos conhecimentos científicos para tomar decisões frente a questões socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

Fique por dentro!

Enquanto todas as energias estão voltadas para o combate ao novo coronavírus, os alertas de desmatamento bateram recordes de janeiro a março na Amazônia.  Essa triste realidade nos mostra que o desmatamento no mês de abril foi o maior dos últimos dez anos, com 529 km² da floresta derrubada.

Os dados divulgados na segunda-feira (18) são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que não é ligado ao governo. O aumento ocorre em meio à recomendação de distanciamento social devido à pandemia.

A organização alertou para o desmatamento em terras indígenas e reforçou que essa população está entre as mais vulneráveis à Covid-19. Segundo Paulo Barreto, pesquisador do Imazon, a tendência de aumento ocorre desde o ano passado devido a uma redução de fiscalização e ao discurso político contra a proteção ambiental. (por G1)

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