Muito se ouve falar em comunicação não violenta, mas o que realmente significa?

A Comunicação Não-Violenta (CNV) é o método comunicativo desenvolvido por Marshall Rosenberg, um psicólogo americano da década de 60, que consiste em utilizar técnicas eficientes de linguagem e comunicação que auxiliam na reformulação da maneira como cada um se expressa e ouve os demais. Essa técnica possibilita cuidarmos da saúde dos relacionamentos e implantarmos a cultura da paz, em qualquer ambiente.

Cultura da paz…

Nesse momento delicado em que estamos submetidos ao confinamento em nossas casas, convivendo em tempo integral com nossos entes queridos, cuidar dos relacionamentos tem sido um grande desafio diário. Cada um, com sua personalidade própria, com suas manias, com suas razões, com seus medos, anseios e desejos, procura viver o dia a dia se reinventando.

Reinventar…   Palavra do momento!

Nesse sentido, faz-se necessário tirar proveito do que mais nos é permitido e cobrado no momento: a boa convivência. Podemos estimular que venha à tona o que tem de melhor em cada um de nós. Exercitar a CNV significa utilizar palavras e atitudes positivas no lugar de palavras e atitudes negativas que, muitas vezes, nos dominam. É expressar-se honestamente, por meio da escuta ativa e profunda, e receber o outro com mais respeito, atenção e empatia.

Empatia…

Capacidade de exercitar o diálogo, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, escutando opiniões e pontos de vista divergentes aos seus, compreendendo a visão de outra pessoa e sendo capaz de perceber e aceitar a reação dessa pessoa ao sentir, vivenciar ou experimentar determinada situação.

Exercitando a CNV…

Novas formas de relacionamentos e ações podem ser estabelecidas no convívio familiar, e algumas técnicas facilitar o exercício da CNV nesse ambiente. Desenvolver quatro habilidades básicas é um bom começo para se trabalhar a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas, nos relacionarmos uns com os outros e de forma pacífica.

  1. Observar sem criar juízo de valores:

Essa habilidade convida a observar o que realmente acontece na situação, sem criar juízo de valor. Apenas compreender se o ponto de vista do outro está de acordo com o seu ou não.

  • Identificar e expressar sentimentos.

Após a observação, faz-se necessário entender o sentimento produzido para nomeá-lo e dizer ao outro, de forma respeitosa. É importante compreender a diferença entre o que sente e o que se pensa ou interpreta.

  • Informar as necessidades, os valores e os desejos.

Após compreender o sentimento despertado no outro, é preciso reconhecer e informar quais necessidades, valores e desejos estão ligados a ele.

  • Pedir o que deseja de forma clara e objetiva.

Solicitar o que se quer do outro, de forma específica e ligada a ações concretas. Nesse momento, é fundamental usar uma linguagem positiva e afirmativa para facilitar a comunicação.

Fique atento!!

A forma como nos comunicamos com as pessoas com as quais dividimos o espaço pode inflamar os conflitos e as divergências e tornar o ambiente pouco saudável para a convivência diária ou possibilitar o surgimento de boas alternativas para resolvermos os desentendimentos e as discussões comuns à convivência familiar diária e tornar o ambiente mais leve e acolhedor.

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