Diante dessa situação inesperada, a pandemia do COVID -19, os sentimentos de impotência e frustração tomaram conta de todos nós. De repente, temos que nos adaptar a uma nova rotina e adotar o “isolamento social”, algo que não estávamos preparados para viver.

São tempos de novos desafios e, o “isolamento social”, tem nos preocupado. Tal medida tem se mostrado eficaz para o controle da pandemia. No entanto, está exigindo uma atenção com o que diz respeito a saúde mental da população, principalmente com as faixas infanto-juvenil e idosos.

Nova (temporária) realidade dos adolescentes.

Com a suspensão das aulas, fechamentos de espaços de encontros coletivos e cancelamento de eventos, os jovens perderam a oportunidade do convívio presencial com os amigos. Tais atividades são fundamentais para o desenvolvimento e bem estar. A adolescência é a fase em que as relações com os seus pares reafirmam a sua identidade e fortalecem os laços sociais. As redes sociais têm se tornado a principal companhia para eles, mas é necessário o controle do tempo de uso. A alimentação é um outro aspecto que precisa ser cuidado. A ociosidade gera a ansiedade, isso pode gerar a compulsão alimentar.

Como acolhê-los?

A afetividade será fundamental nesse momento. O abraço e o carinho (para aqueles que estão próximos) e mensagens carinhosas e conversas por meio de vídeos e telefonemas (para os que estão distante). A acolhida e a escuta os ajudarão a lidar com seus medos e angústias. Atividades familiares e coletivas, como jogos e brincadeiras, ajudam na aproximação e promovem o diálogo. Nos momentos descontraídos podem aparecer oportunidades para tratarem sobre o assunto de uma forma mais “leve”.

Como tratar o assunto com os adolescentes?

Escutá-los e acolhê-los com muita atenção e olhando nos olhos. Eles estão cheios de expectativas, medos e incertezas, portanto, enfatizem aquelas informações que causam esperança e expectativa positiva. Quando perguntarem a respeito, as respostas deverão ser úteis e relevantes, de forma simples e segura. É nosso papel, escola e família transmitir segurança e “dar o colo” para eles.

Uma dica interessante é fazer uma “provocação” que os estimule a criarem redes de solidariedade. Que estejam unidos no amor e na tolerância, dois sentimentos nobres. Um exemplo é o grupo de pastoral do CNSD que está se encontrando virtualmente com o professor Gregory Rial, para juntos, discutirem as angústias e anseios dos alunos e ex alunos.

Estamos todos juntos e com o mesmo objetivo!

Estar lado a lado com os adolescentes é muito importante para juntos, nos tornarmos pessoas cada vez melhores. Sabemos que não é fácil! Mas juntos somos mais! O aprendizado que teremos com esse momento resultará no desenvolvimento e evolução da humanidade.

Coragem! Cuide de você, da sua família, do seu entorno, que em breve tudo isso  passará. E quando nos dermos conta, teremos aprendido a tratar muito melhor as nossas três casas: nosso corpo, nossa residência e nosso planeta!”

Caso perceba que você ou seus filhos precisem de ajuda para lidar com situações de estresse ou ansiedade, durante o período de isolamento social, indicamos que procurem por ajuda profissional, entrando em contato com alguma rede de apoio formada por psicólogos que fazem esse tipo de atendimento.

Em Belo Horizonte, essa está disponível todos os dias da semana, revezando em plantões das 10h às 22h, para conversar e minimizar os problemas de quem está em isolamento. O número disponível para atendimento é o (31) 98399 4692.

Deixe uma resposta

Atenção! Todos os comentários serão previamente moderados pelo administrador antes de ser publicado oficialmente na página.

Mais em "Blog"

Medo, medinho ou MEDÃO

O medo é um vilão? Apesar de ser uma sensação ou uma experiência tensa e desagradável, a falta dele pode nos deixar em perigo, e

Leia Mais »